quinta-feira, 27 de maio de 2010
Eu preciso amar alguém que me ame. Alguém me ame pelo meu jeito de não pisar nas linhas das calçadas. Que me ame por quem eu sou e que ame porque insisto em ser eu. Que ame a real cor dos meu olhos e não divague sobre ela. Que use meus pés para trilhar os seus caminhos mas também me empreste os seus. Deve ser belo aos meus olhos e admirável ao meu paladar. Respeitado pelo meu coração. Seus olhos brilham como os de quem quer mudar o mundo. Deve estar disposto a começar de si.
Ter fome de paz, do mundo, de mim. Tem estar atento para que eu não me distraia e acordado para que eu não perca a hora. Ser afável, confortável, easy. Ganha-ganha. Frescobol. Ser sol para minha pele, frescor depois. Ser gelo para as feridas e calor depois. Noção para despedida, amor depois.
É bom que seja inteligente mas não saiba o quanto. Não precisa ser engraçado mas que saiba me fazer rir. Desperte a graça da vida. Que coloque um senhor sorriso nos meus olhos e um crachá na testa com a caprichada caligrafia do seu nome. Que espalhe post-its em cada artéria. Visceral. Carnal.
Que ainda não me ame mas descubra que me ama. Que apareça, dê um sinal. Um charme é fundamental. Que deseje ouvir meu coração a todo tempo. Que me faça ouvir o meu próprio. E que as águas cantem seu nome e o vento sopre a lembrança de seus olhos. Que me observe em câmera lenta. Veja cílios de Minnie, acidez de Mônica, olhos de Alice.
Eu quero alguém que me ame porque sou tola e errada.Que me ame pelos meus defeitos mas não se apegue a eles. Que se disponha a crescer comigo. Que me deixe crescer. Que compre meu produto, questione meu preço e leve ao preço mais justo.
Que me ame com sinceridade. Com a serenidade de uma oração balbuciada. Com a gana de quem sabe o que é liberdade. Com a agressividade de quem sabe o que é parar. Com a força de quem sabe o que é suportar. Com a ansiedade de agüentar. Com a paciência de que quem sempre mais. Com o coração exposto. Com a resignação de quem sabe que foi arquitetado. Que eu o ame de doer. Com receio. Sem medo.
Sabe aquele olhar de "que sorte eu tenho"? - é esse o olhar que quero na cara do meu amor. Que aceite cada célula do meu corpo e me analise. Que respeite meus sonhos por sua nobreza. Jogue aberto, seja direto e entenda as metáforas das minhas mãos. Que me queira não só pelo que vê mas pelo que é capaz de enxergar. Que não tenha planos para mim mas encaixe meus sonhos nos seus.
Gostar de boa música é imprescindível. Tocar um violão é bônus. Bom português é fundamental. Não precisa compor mas que aceite meus versos. E se interesse pelas minhas letras. Que se interesse, sim, em por as mãos em mim mas que aprecie o cheiro da minha alma. Que tenha cheiro de grama, por do sol, viagem matinal, chuva, edredom. Que seja paz e queira amor.
É o que eu peço. Sempre quero muito. Sempre dou de volta.
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Querida amiga Carolina Constantino ou Carol, simplesmente perfeito, LINDO! Sublime eu diria!
ResponderExcluir"Gostar de boa música é imprescindível. Tocar um violão é bônus. Bom português é fundamental. Não precisa compor mas que aceite meus versos. E se interesse pelas minhas letras."
Que escândalo Carol :)
Carnal...
ResponderExcluirMassa Carol, vc mandou bem....
Suponho que no ultimo parágrafo seja eu rsrsrsrs
Beijo
Oiiiii Carol!!
ResponderExcluirGostei demais, mais isso não é novidade, vc sabe muito bem do quanto gosto de tudo o que vc escreve, parabens pelo talento e dedicação.
Beijoss
Raul P. Barbosa.