quarta-feira, 8 de setembro de 2010

E pra que?

Essas coisas de "eu te amo" são mentira. Resultam de altas doses de dopamina, carência e um dedinho de mistério. Mas eis que a porta dos defeitos e dos segredos se abre e os ventos gelados da indiferença arrasam toda a casa.


 Essas coisas de "eu te dou o mundo" não são possíveis. Seriam, somente, se você soubesse se dar por completo, primeiro. Despindo-se das mágoas do mundo, desfazendo-se das dores do passado, rompendo com as dúvidas de si mesmo. É ser feliz por você e depois fazer bem a alguém.

Essa estória de "eu não sei viver sem você" é desespero. Muitos sobreviveram às tragédias do clima, outros tantos aos da criminalidade e inúmeros às doenças pandêmicas. O coração é forte, aguenta firme. Não padece de nada que o corpo possa suportar.

Nada disso existe, nada! Não é justo que um repouse enquanto o outro chora. Apaixonar-se é um deslize, envolver-se é homicídio, permitir-se é descuido. "Segurança" é a palavra de ordem.

Abaixo os amores impossíveis, o brilho nos olhos e os perfumes nos corredores.

4 comentários:

  1. Você traduz em palavras o que o coração sente!
    Um arraso Carol :)

    by: Paulo.

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  2. VOCE É MARAVILHOSA EM TUAS PALAVRAS.
    MOISES......

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  3. seja voce e nao o que a midia quer seja uma menina uma mulher
    seja sempre epara sempre feliz.

    moises SP SAO PAULO

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